O Amor, Quando Se Revela ( Pessoa )

Postado em Sem Categoria em Fevereiro 8, 2009 por Zé

fernandopessoa2

 

O amor, quando se revela,
não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente.
Cala: parece esquecer.

Ah, mas se ela adivinhasse,
se pudesse ouvir o olhar,
e se um olhar lhe bastasse
pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
quem quer dizer quanto sente
fica sem alma nem fala,
fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
o que não lhe ouso contar,
já não terei que falar-lhe
porque lhe estou a falar…

 

 

- Eu Quero… – por Regina de Barretos

Postado em Sem Categoria em Outubro 15, 2009 por Zé

Eu Quero…

Um amor…
Um abraço quando à noite chegar…
Um abraço quando a tempestade cair …
Um abraço sobe o clarão da lua em noites de estrelas e calmaria
Eu quero um abraço…
quando uma lagrima rolar em minha face…
por algum motivo… bobo ou não!
Eu quero um abraço…
Quando a dor for tão intensa que eu não consiga expressar,
a não ser pelo olhar!
Eu quero um abraço …
quando a surpresa me surpreender, e o sorriso brotar!
Eu quero Um abraço…
quando o silencio for tão profundo que eu não ousaria quebrar
Eu quero um abraço…

TECNOLOGIA ASSISTIVA:

Postado em Sem Categoria com as tags , , em Junho 23, 2009 por Zé

Lupas-acessibilidadeRECURSOS QUE FACILITAM A NOSSA VIDA!!
Por Daniela Kovacs

São recursos que nos capacitam, garantem independência e autonomia, facilitando a nossa vida.
Confesso que quando descobri esses recursos fui tomada por um sentimento de alívio, misturado com uma sensação de felicidade.
Descobri que era possível ler ainda e, já contei a vocês, não há nada que goste tanto quanto ler. Era possível independência.
Existem muitos produtos, lupas eletrônicas, telescópios, ampliadores e leitores de tela para computador e celular…
O engraçado é que minha primeira reação foi recusar o auxílio.
Achava esquisito aquela tela gigante de computador, que nunca me acostumaria a ter de enxergar em quadrados e mover o mouse para poder ver o resto da tela que, por conta da ampliação, não cabia no monitor.
E o telefone celular com leitor de tela então? Detestei aquele negócio que ficava falando num primeiro contato.
As lupas eletrônicas analisei por quase um ano, buscando uma que ampliasse uma folha inteira de uma vez só, até entender que isto não era possível, que eu precisava aceitar que tinha de ler mais devagar.
Do telescópio não quis proximidade porque iria parecer um extraterrestre com aquilo nas ruas…
Embora tenham passado por minha cabeça todos estes absurdos senti alívio por conhecer tais recursos. Apenas achava que eles ainda não eram para mim, que não precisava deles.
O que é diferente assusta.
E aceitar o auxílio está intimamente ligado a aceitar a deficiência.
Como facilita a vida, como cansa menos ler com letras enormes. Como é bom enxergar detalhes nunca antes vistos na lupa. Bom saber quem está ligando, conseguir consultar a agenda de telefones.
Eu recomendo.
Bjs e até a próxima.

Dani
www.antenadissima.com.br

Inclusão ou Exclusão: Eis a questão! por KLEBER AP. DA SILVA

Postado em Sem Categoria com as tags em Junho 20, 2009 por Zé

KleberAparecidoDaSilvaA inclusão é um processo que faz parte da realidade educacional em diversos países do mundo, sejam eles de primeiro, segundo e/ou terceiro mundo, e é crescente no Brasil, como pode ser observado por diversos documentos legais que legitimam esta filosofia. Estes documentos tiveram como fonte de inspiração as alusões ideológicas e filosóficas presentes no Acordo Internacional de Salamanca, publicado no ano de 1994 (mesmo ano em que Mario Quintana escreveu um texto intitulado “Deficientes”), que rezava o seguinte: “O princípio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que elas possam ter. Escolas inclusivas devem reconhecer e responder às necessidades diversas de seus alunos, acomodando ambos os estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade a todos através de um currículo apropriado, arranjos organizacionais, estratégias de ensino, uso de recurso e parceria com as comunidades”.Tendo como cerne a “inclusão” social presente (pelo menos no papel) em nossa sociedade, o que lhe veem em sua mente com a palavra (talvez o“slogan”) “inclusão”? Talvez o aluno surdo. Contudo, como educadores, percebemos que em nossos contextos educacionais, existem outros que precisam ser incluídos, como por exemplo, os alunos com Síndrome de Down, cegos, hiperativos, com laudos da Febem, com problemas mentais, etc, etc, etc.
Mas, a pergunta que subjaz este contexto de “diferenças”, já que a igualdade e talvez a homogeneidade seja utopia, é a seguinte: Será que nós, educadores das escolas da rede (pública e/ou particular) de ensino, estamos preparados teoricamente e metodologicamente para atuar neste contexto de ensino? Quais as competências que um educador contemporâneo deve ter/desenvolver para trabalhar na escola inclusiva? Estas perguntas são de séria preocupação e deveriam ser investigadas em nossos cursos de formação de educadores (inicial e/ou contínua).
Segue abaixo um excerto do texto intitulado “Deficiências”, redigido pelo escritor gaúcho Mario Quintana e que abarca algumas reflexões que podem ser utilizadas no que tange as políticas de inclusão ou de exclusão vigentes na nossa República Federativa.
“Deficiente” é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive. “Louco” é quem não procura ser feliz com o que possui. “Cego” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores. “Surdo” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês. “Mudo” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia. “Paralítico” é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. “Diabético” é quem não consegue ser doce. “Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer(…)”.
Precisamos saber lidar com as nossas próprias “deficiências” para depois saber lidar com as “deficiências” (necessidades especiais) daqueles que nos cercam. Pense nisto.

Prof. MSc. Kleber Aparecido da Silva é Doutorando em Estudos Linguísticos pela UNESP (São José do Rio Preto). Mestre em Linguística Aplicada pela UNICAMP. É coordenador geral do IADE-CCBEU. E-mail: kleberunicamp@yahoo.com.br.

ELIO GASPARI – sobre as cotas.

Postado em Sem Categoria com as tags , em Junho 5, 2009 por Zé

JUSTA
ELIO GASPARI

As cotas desmentiram as urucubacas

Os negros desorganizariam as universidades, como a Abolição destruiria a economia brasileira

QUEM ACOMPANHASSE os debates na Câmara dos Deputados em 1884 poderia ouvir a leitura de uma moção de fazendeiros do Rio de Janeiro: “Ninguém no Brasil sustenta a escravidão pela escravidão, mas não há um só brasileiro que não se oponha aos perigos da desorganização do atual sistema de trabalho.” Livres os negros, as cidades seriam invadidas por “turbas ignaras”, “gente refratária ao trabalho e ávida de ociosidade”. A produção seria destruída e a segurança das famílias estaria ameaçada. Veio a Abolição, o Apocalipse ficou para depois e o Brasil melhorou (ou será que alguém duvida?). Passados dez anos do início do debate em torno das ações afirmativas e do recurso às cotas para facilitar o acesso dos negros às universidades públicas brasileiras, felizmente é possível conferir a consistência dos argumentos apresentados contra essa iniciativa. De saída, veio a advertência de que as cotas exacerbariam a questão racial. Essa ameaça vai completar 18 anos e não se registraram casos significativos de exacerbação. Há cerca de 500 mandados de segurança no Judiciário, mas isso nada mais é que a livre disputa pelo direito. Num curso paralelo veio a mandinga do não-vai-pegar. Hoje há em torno de 60 universidades públicas com sistemas de acesso orientados por cotas e nos últimos cinco anos já se diplomaram cerca de 10 mil jovens beneficiados pela iniciativa. Havia outro argumento: sem preparo e sem recursos para se manter, os negros entrariam nas universidades, não conseguiriam acompanhar as aulas, desorganizariam os cursos e acabariam deixando as escolas. Entre 2003 e 2007 a evasão entre os cotistas na Universidade Estadual do Rio de Janeiro foi de 13%. No universo dos não cotistas, esse índice foi de 17%. Quanto ao aproveitamento, na Uerj, os estudantes que entraram pelas cotas em 2003 conseguiram um desempenho pouco superior aos demais. Na Federal da Bahia, em 2005, os cotistas conseguiram rendimento igual ou melhor que os não cotistas em 32 dos 57 cursos. Em 11 dos 18 cursos de maior concorrência, os cotistas desempenharam-se melhor em 61 % das áreas. De todas as mandingas lançadas contra as cotas, a mais cruel foi a que levantou o perigo da discriminação, pelos colegas, contra os cotistas. Caso de pura transferência de preconceito. Não há notícia de tensões nos campus. Mesmo assim, seria ingenuidade acreditar que os negros não receberam olhares atravessados. Tudo bem, mas entraram para as universidades sustentadas pelo dinheiro público. Tanto Michelle Obama quanto Sonia Sotomayor, uma filha de imigrantes portorriquenhos nomeada para a Suprema Corte, lembram até hoje dos olhares atravessados que receberam ao entrar na Universidade de Princeton. Michelle tratou do assunto em seu trabalho de conclusão do curso. Ela não conseguiu a matrícula por conta de cotas, mas pela prática de ações afirmativas, iniciada em 1964. Logo na universidade onde, em 1939, Radcliffe Heermance, seu poderoso diretor de admissões de 1922 a 1950, disse a um estudante negro admitido acidentalmente que aquela escola não era lugar para ele, pois “um estudante de cor será mais feliz num ambiente com outros de sua raça”. Na carta em que escreveu isso, o doutor explicou que nem ele nem a universidade eram racistas.

O papel estratégico das cotas

Postado em Sem Categoria em Junho 5, 2009 por Zé

e_justica

Por Carlos Vogt* - Artigo originalmente publicado na Folha de S.Paulo

O peso das desigualdades sociais legadas pelo regime de escravidão permanece como um problema a ser solucionado no inconsciente do país. Ainda que geneticistas e antropólogos tenham provas irrefutáveis daquilo que, na prática, podemos facilmente concluir -por baixo da pele, seja parda, negra ou branca, somos todos iguais-, as oportunidades sociais ainda refletem uma desproporção exagerada em relação à distribuição racial da população brasileira.

A origem do problema que há séculos resistimos em enfrentar tem representação clara nos romances e crônicas de Machado de Assis. As relações entre brancos senhores e negros escravos, ou libertos, na obra machadiana nos ensina a compreender o Brasil de consciência infeliz e incapaz de superar as distâncias sociais que permeavam a proximidade emocional e tutelar do patriarcalismo familiar que marcou -e ainda marca- boa parte da cultura de nossas relações individuais e institucionais.

Por exemplo, em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de 1880, a visão de além-túmulo que o narrador tem de si mesmo é mais crua e mais direta quando contemplada à luz de seus relacionamentos, ainda criança, com escravos da casa: “Um dia quebrei a cabeça de uma escrava porque me negara uma colher de doce de coco que estava fazendo e, não contente com o malefício, deitei um punhado de cinza ao tacho e, não satisfeito com a travessura, fui dizer à minha mãe que a escrava é que estragara o doce `por pirraça´; e eu tinha seis anos”.

Apenas esse excerto leva a pensar que há mais acertos do que erros, no que diz respeito à população negra brasileira, em medidas como as que contemplam cotas nas universidades ou ressarcimentos por perdas históricas para as comunidades remanescentes dos quilombos.

O Brasil fez um grande esforço intelectual para tentar resgatar as diferenças sociais decorrentes do modelo econômico que adotou no século 19. Essa produção, voltada para a formação da nação brasileira, inclui trabalhos de Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Hollanda, Caio Prado Jr., Antonio Candido, Celso Furtado e outros importantes autores e mostra que a parcela de afrodescendentes da população acabou vivendo o drama de problemas sociais decorrentes do modo de trabalho escravo.

No final do século, a libertação criou a ilusão de uma sociedade aberta, mas que, na realidade, não tinha a perspectiva de integração dos negros. A sociedade era condescendente do ponto de vista das relações inter-raciais, mas essa ilusória democracia racial carregava sérios problemas de discriminação.

A proposta de ajuste de contas com o passado que aparece na obra desses autores foi muitas vezes atropelada pelas transformações mundiais que ocorreram a partir da Segunda Grande Guerra, floresceram após a Guerra Fria e irromperam depois de um conjunto de mudanças marcadas pela queda do muro de Berlim, no final dos anos 80.

Sob a égide neoliberal da globalização nos anos 90, o esforço volta-se agora para a superação dos problemas sociais que se acumularam. Dura tarefa, pois, de certo modo, os instrumentos que o neoliberalismo oferece à democracia são os mesmos que limitam a liberdade, que constitui esse regime, à liberdade de circulação financeira.

O desafio atual é o de tornar ética e social a essência pragmática da globalização. Hoje perfilado entre os países de economia emergente, o Brasil também deve resolver os graves problemas sociais que ainda permanecem para emergir efetivamente. Entre esses problemas, que sugerem a adoção de medidas estruturais e emergenciais para serem solucionados, está a desproporcional oferta de oportunidades na área educacional a cidadãos autodeclarados brancos, pardos e negros.

É preciso que se criem condições para o pleno cumprimento do inciso IV do artigo 3º da Constituição brasileira: “Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. E a reserva de cotas na universidade aparece como uma política pública compensatória de caráter afirmativo para eliminar o estigma social da origem da população negra e acelerar seu acesso a todos os quadros da hierarquia social de forma equitativa e proporcional. Dificuldades operacionais devem aparecer durante a implantação do sistema, mas elas são próprias de iniciativas que propõem mudanças efetivas na sociedade.

Em paralelo a medidas estruturais, cujos resultados aparecem no longo prazo, como a melhoria da qualidade e a ampliação do acesso à educação fundamental e média, a Lei de Cotas é mais que legítima e deve ser vista como estratégia emergencial para acelerar o processo; e deve ser substituída quando resultados mais permanentes de políticas estruturais permitirem uma distribuição equitativa, e portanto justa, das oportunidades que o conhecimento oferece.

É legítima porque mostra o lado mais espetacular, mais forte e mais aparente da desigualdade social produzida no país.

* Carlos Vogt é vice-presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e presidente da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo)

Texto originalmente publicado pelo jornal “Folha de S.Paulo

Seal

Postado em Sem Categoria em Fevereiro 21, 2009 por Zé

Médium Divaldo Franco fala sobre a comunicação com o mundo espiritual.

Postado em Sem Categoria com as tags , , , , em Fevereiro 19, 2009 por Zé

divaldoDivaldo Pereira Franco é natural de Feira de Santana, Bahia, Brasil.
É reconhecido como um dos maiores médiuns e oradores espíritas da atualidade.
Fundou, juntamente com seu fiel amigo Nilson de Souza Pereira, o Centro Espírita Caminho da Redenção e a Mansão do Caminho, que atendem a toda a comunidade do bairro de Pau da Lima, em Salvador, beneficiando milhares de doentes e necessitados.
Conheça mais sobre sua vida e sua obra

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Satânico desejo

Postado em Sem Categoria em Fevereiro 14, 2009 por Zé

zeguru13Satânico é meu pensamento a teu respeito, e ardente é o meu desejo de apertar-te em minha mão, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem.

A noite era quente e calma, e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente, te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor! Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci.
Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão.
Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama, te esperar. Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força. Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos. Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo.
Só assim, livrar-me-ei de ti, pernilongo Filho da Puta!!!!

Carlos Drummond de Andrade

 

Drummond

Postado em Sem Categoria com as tags , , em Fevereiro 8, 2009 por Zé

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade